
Acordei hoje e preparei meu café preto na cafeteira italiana, peguei umas das minhas muitas canecas (fetiche meu, quem me conhece sabe disso) e o tomei, deliciosamente. Trata-se de um café que trouxe de Fortaleza, um
Santa Clara, tomado no Café do Dragão do Mar, em minha visita recente à capital cearense.
Nem sempre tomei tanto café. Quando criança, meus pais o tamavam muito, mas nunca o impuseram nas refeições matinais, pelo contrário, eu e minha irmã deliciávamo-nos com um copo de leite com chocolate, mas, foi com a entrada na Telesp, somente em 1997, que desenvolvi o hábito do cafezinho.
Em empresas grandes, especialmente no serviço público, isso é algo que faz parte do que chamamos de cultura organizacional. Uma paradinha para o café é essencial para estreitar laços, dar aquela respirada. No meu caso, em Bauru, nem parávamos, por que éramos atendentes de uma Central Telefônica, mas tornou-se gotoso saborear aquele café um tanto doce. Depois disso, fui me acostumando ao seu gosto, as meninas da república o faziam com menos açúcar, mas ainda tomávamos da marca mais barata do mercado.
O tempo foi passando e fui me interessando cada vez mais pelo café. E, depois, boêmio que sou, por frequentar cafés. Pela influência direta da Bia, paulista de Rio Claro e também apreciadora, passei a tomá-lo sem açúcar, há mais ou menos cinco anos. Uma visita a uma cidade deve envolver o roteiro cafeeiro, obviamente. Na cidade que escolhi para morar, meus preferidos são o
Café do Paço, o
Kaveh Kanes e o
Cafezau, pois o Lucca, preferido da Vejinha, tem um café saboroso, mas sempre vem morno. Há outros tantos cafés que tomo aqui, em diversos lugares, além de preparar sempre o meu em casa, na cafeteira italiana ou na francesa... ainda compro um dia minha tão sonhada máquina de
espresso!
Em casa, usualmente, compro meu pó no Kaveh Kanes, no Mercado Municipal de Curitiba, espaço pequeno e intimista, de um casal formado por um paulista e uma catarinense, cujos grãos vêm também de uma propriedade da família dele, no Norte do Paraná.
E viva o café!
[Esse post é para os meus sempre companheiros de Café: Bob, Bia, Jamil e Juslaine]